segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Verbete sobre Arcadismo


(ar.ca.dis.mo)
sm.
1. Lit. Corrente ou escola literária cujo fundamento conceitual ou estilístico inspirava-se no das arcádias, ou de seus adeptos e imitadores; esse conceito, esse estilo; NEOCLASSICISMO [
2. Influência das arcádias em escolas literárias, escritores etc.
3. Caráter pastoril, bucólico etc. em obra artística, esp. literária
[F.: arcádia + - ismo]

Definição

Estilo literário que se inicia no início do ano de 1700 e por isso recebe o nome também de Setecentismo, ou ainda neoclassicismo. Esta última denominação surgiu do fato dos autores do período imitarem, não de uma forma pura, mas alguns aspectos da antigüidade greco-romana ou o chamado Classicismo, e também os escritores do Renascimento, os quais vieram logo após a idade clássica.
Um dos principais escritores árcades foi o poeta Horácio, que viveu entre 68 a.C. 
e 8 a.C. e foi influenciador do pensamento do “carpe diem”, viver agora, desfrutar do presente, adotado pelo Arcadismo e permanente até os dias de hoje. 
Os principais autores do Arcadismo brasileiro são: Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa e Santa Rita Durão.

Texto Arcaico


Cantiga d’amor, de Afonso X, o Sábio
XXVII
Par Deus (1), senhor (2),
enquant’ eu ffor (3)
de vós tam alongado (4),
nunc(a) en mayor
coyta (5) d’amor,
nen atam (6) coytado
foy (7) eno mundo
por sa (8) senhor
homen que fosse nado (9),
penado,
penado
Se[n] nulha ren (10),
sen vosso ben,
que tant’ ey desejado
que já o ssem (11)
perdi por em (12),
e viv’ atormentado,
ssem vosso bem,
de morrer en
ced’ é muy guisado (13),
penado,
penado.
Ca (14), log’aly
hu (15) vos eu vy,
fuy d’amor afficado (16)
tam muyt’ en mi
que non dormi,
nen ouve gasalhado (17)
e, sse m’ este mal
durar assy,
eu nunca fosse nado,
penado, penado.

(José Joaquim Nunes, Cantigas d’amor, XXVII, p. 57-9)

Verbete

Verbete significa :   Apontamento, comentário, nota, verba.
Papel em que se escreve um apontamento.

Exemplos de verbete :

>  Endereço - Também chamado de URL (ver verbete). Identificação necessária para alcançar um site (exemplo: http://www.folha.com.br/) ou enviar mensagem (e-mail) para um usuário (exemplo: miguel@ folha.com.br) na internet.

DNS - Um sistema de banco de dados que traduz um endereço IP (ver verbete) para um domínio. O endereço IP é numérico (exemplo: 200.221.3.135), e o domínio é um nome (exemplo: www.folha.com.br).

Verbete é o nome que se dá a cada um dos textos, também chamados entradas, de um dicionário, de uma enciclopédia ou de outro livro ou obra de referência que organiza informações dessa maneira. Uma lista telefônica tem entradas, mas não tem verbetes. Um índice remissivo tem entradas, mas não tem verbetes.

Verbetes de dicionário

Os verbetes de dicionário são entradas, definições de palavras e explicações e notas sobre algo. O verbete de dicionário não serve somente para dar o significado de uma palavracomo serve também para dar explicações gramaticais.

[editar]Lendo um verbete

Existe uma maneira de ler um verbete de dicionário. Existem abreviaturassiglas e explicações gramaticais que ajudam a saber mais sobre a palavra.

[editar]Lendo a classe gramatical

Existe um sigla para cada definição, por exemplo:
  • S. Significa que é um substantivo
  • P. Significa que é um plural
  • S.M. significa que é um substantivo masculino.
  • S.F. significa que é um substantivo feminino.
  • S.P. tem como significado que é um substantivo e pode ter o uso como plural
  • 1. é a primeira definição da palavra, às vezes a principal

[editar]Outras siglas

[editar]Verbete de enciclopédia

Na organização de uma enciclopédia, os verbetes dão explicações e notas. Muitas vezes cada artigo de uma enciclopédia é chamado de verbete. Geralmente um verbete em umaenciclopédia pode dar uma maior explicação, nota, organização e melhoramento no texto enciclopédico.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Revolução dos Bichos - George Orwell

Capa do livro
Autor: George Orwell
Resumo do livro:
A história, desde a expulsão de Jones até a "transformação completa de Napoleão em "humano" durou aproximadamente 6 anos. Na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam bichos, que como dono tinham o Sr. Jones. O Velho Major (porco) teve um sonho, sobre uma revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais. Era o princípio do Animalismo. O Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos.
Depois da Revolução, a Granja passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). Bola-de-Neve seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.
Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja. Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as idéias animalistas. Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava. Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles.
Os SETE MANDAMENTOS do Animalismo eram os seguintes: Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo; Nenhum animal usará roupas; Nenhum animal dormirá em cama; Nenhum animal beberá álcool; Nenhum animal matará outro animal; Todos os animais são iguais. Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos. Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS.
A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder".
O Senhor Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.
A Revolução que se deu por idéia do "Major", tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.
A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembléias, dando idéias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral. Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras.
Tempos depois instaurava-se na Granja uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc. Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal – remunerados, ajudando o "patrão" a ter regalias, bens materiais, capital.
A situação fica mais crítica do que quando Jones era o dono da Granja porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo conseqüências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.
Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Analfabeto Político



O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht

Porque o pos modernidade é considerada neo-barroca



O termo neobarroco surgiu a partir de um artigo de Severo Sarduy, O Barroco e o Neobarroco, publicado em 1972,[3]  e pode ser entendido, segundo ele,  como um estado de espírito coletivo que marca e caracteriza esteticamente uma época. O neobarroco se apropria de fórmulas anteriores, remodelando-as, para compor o seu discurso e  dá um novo sentido a estruturas e fórmulas anteriores, remodelando-as.
Se para alguns aceitar a permanência ou traços do Barroco na pós-modernidade ainda é discutível, para outros esta questão está bem clara. Ampliando a estética barroca, o chamado Barroco histórico, do século XVII, o neobarroco consolida o caráter cíclico daquela, evidenciando o reaparecimento de seus principais elementos como o jogo do claro e escuro, da ordem e da desordem, sob o signo da tensão. O que parece apropriado numa época como a da pós-modernidade, pois sua textura discursiva possibilita ao sujeito ficcional, por exemplo, a revelação de suas angústias, anseios e incertezas, fazendo do universo da linguagem o veículo para dar espaço ao outro, ao oprimido.
Para Sarduy, "o barroco atual, o neobarroco, reflete estruturalmente a desarmonia, a ruptura da homogeneidade, do logos enquanto absoluto, a carência que constitui nosso fundamento epistêmico. Neobarroco do desequilíbrio, reflexo estrutural de um desejo que não pode alcançar seu objeto [...] Arte do destronamento e da discussão" (1979, p. 178). Assim, o neobarroco  expressa uma atitude de subversão diante do poder autoritário, é uma perspectiva pós-moderna que vai contra todo tipo de absolutismo,  enquanto o  Barroco histórico está atrelado ao autoritarismo da Contra-Reforma.
Segundo Chiampi (1998), o Barroco se opõe ao equilíbrio e se caracteriza pela reciclagem de formas, evidenciando a impossibilidade de captar a totalidade. Na literatura,  possui o gosto pelas antíteses, pelo contraditório, pelo fragmento, pelo preciosismo verbal. Acrecenta as anacronias, a experimentação, a incorporação das técnicas artísticas modernas, rompendo com a distinção entre gêneros e artes e linguagens, a predisposição para o diálogo com a história, a intertextualidade antropofágica e a problematização teórica acerca do próprio fazer poético (auto-reflexividade).
Vale mencionar o estudioso Omar Calabrese que, em sua obra A idade neobarroca, vê o neobarroco não como uma estética, mas  como um gosto do tempo, embora admita que esta tendência expresse "a perda da integralidade, da globalidade, da sistematicidade ordenada em troca da instabilidade, da polidimensionalidade, da mutabilidade" (1988, p. 10). Esta posição, desconsidera, portanto, o caráter ideológico que, para alguns críticos, o  neobarroco  assumiu na literatura latino-americana,  atrelado à questão da construção de uma identidade americana, em oposição à européia.
Visto sob esta ótica, defendida por  Irlemar Chiampi,  a estética barroca é resultado da tensão fruto desta relação de consolidação, de contra-conquista. Assume, portanto, uma questão política, justamente pela tomada de uma consciência da noção de diferença e de mestiçagem,  que propiciou um aprofundamento e renovação do discurso ficcional latino-americano, resultado de uma literatura com  marcas ideológicas voltadas para a busca de nossa alteridade.
Este discurso, segundo Chiampi, sofreu uma renovação a partir de dois critérios: o da experimentação e a representatividade. Houve, segundo ela,  uma abertura significativa para novos processos discursivos que, naturalmente, resultam em novas formas de representação da realidade latino-americana. Neste percurso dois nomes se destacam: Alejo Carpentier e José Lezama Lima. Para o primeiro, o Barroco encontra na América espaço privilegiado para se desenvolver; para o segundo, ele é fruto do próprio hibridismo americano.
Irlemar Chiampi observa ainda que os textos neobarrocos trabalham com duas categorias ameaçadas na narrativa moderna: a temporalidade, que deixa de ser linear para incorporar a ilusão de movimento, um tempo cíclico destruidor da consecução e da lógica da causa e conseqüência e a categoria do sujeito, aquele que, agora incapaz de ordenar e dar sentido, só pode produzir o caos, daí a visão pessimista da história oficial (Chiampi, 1998, p. 13).
A questão, portanto, da pertinência em se falar em neobarroco na literatura brasileira, está no fato de que aceitamos ser ele não apenas uma estética vinculada a determinado período histórico, mas sim como uma forma que renasce em várias épocas,  como processo estético  de representação. Entre nós, por mais que tenhamos uma produção, recente é verdade, voltada para a metaficção historiográfica, a fim de rever a construção de nossa identidade histórica e cultural, não nos parece haver uma preocupação ideológica, explícita, no sentido como se apresenta nos autores latino-americanos, como os citados acima. O que percebemos é um trabalho com a linguagem, e uma preocupação profunda com os processos de composição do texto, pois, antes de tudo,  a forma barroca é dinâmica, tendendo a uma indeterminação de efeito (em seu jogo  de cheios e vazios, de luz e sombra, com suas curvas, suas quebras, os ângulos nas inclinações mais diversas) e sugere uma progressiva dilatação do espaço.
Retomamos Sarduy para quem duas marcas da profundidade do texto Barroco são a artificialização e a paródia. O primeiro, pode ser entendido como a utilização de recursos técnicos para compor o texto, como a substituição e a  condensação, que exploram, sobretudo a metáfora , o jogo da ilusão, ou seja, metamorfose e transfiguração de significados.
Quanto ao recurso da paródia, Sarduy esclarece que
Espaço do dialogismo, da polifonia, da carnavalização, da paródia, e da intertextualidade, o barroco se apresentaria, pois, como uma rede de conexões, de sucessivas filigranas, cuja expressão gráfica não seria linear, bidimensional, plana, mas em volume, espacial e dinâmica. (1979, p. 170)
Para ele, uma obra será barroca se todos os recursos acima mencionados estiverem camuflados nos pontos nodais da estrutura do texto. Neste processo, Sarduy menciona a intertextualidade e a intratextualidade, como elementos que orientam uma semiologia do Barroco.  Inserida na pós-modernidade a estética neobarroca se enquadra às contradições da primeira, considerando que, quando categorias como o tempo, espaço e movimento são anuladas, dissolvidas, e a noção do eu perde-se em meio aos conflitos resultantes da modernidade,  ela parece ser a forma de expressão mais adequada para a representação de momento tão caótico

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Atualidade


Avanços e desafios na Rio+20

Brasil apresenta avanços e desafios na Rio+20. País destaca ações de proteção ambiental, inclusão social e produção sustentável.

Rio+20
Rio+20
O fato de o Rio de Janeiro voltar a ser o palco do debate internacional sobre desenvolvimento sustentável é uma nova oportunidade para a busca do consenso em torno da união de três conceitos: proteção ambiental, crescimento econômico e inclusão social. Como anfitrião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o Brasil tem o papel de acolher a diversidade presente nas delegações dos países, mas também deve explorar tanto a sua capacidade de diálogo como seu protagonismo em ações sustentáveis para incluir o tema como prioridade global.
A política brasileira tem sido guiada por esse fio condutor há vinte anos, desde a Rio-92. No Pavilhão Brasil, serão mostradas as políticas públicas nacionais que têm a preocupação com o desenvolvimento sustentável presente de forma transversal a todas elas. Dois aspectos fundamentais na atividade econômica, a produção de alimentos e de energia, contam com iniciativas gestadas sob a ótica do desenvolvimento sustentável.
A matriz energética mais limpa e renovável do mundo está sendo mantida com investimentos em fontes de energia hídricas, eólicas e biomassa. Na produção de biocombustíveis, o pacto entre governo, trabalhadores e empresários na cadeia produtiva do etanol garante a manutenção de parâmetros sociais e ambientais. E o programa de biodiesel é uma das políticas de geração de renda para agricultores familiares, que amplia a segurança alimentar no campo. Há também a compra de produtos para a merenda escolar e para programas e entidades sociais, que passaram de 135,8 mil toneladas, em 2003, para 462,4 mil, em 2010.
A estratégia de inclusão produtiva no campo, por meio do apoio às famílias agricultoras, tem sido uma ferramenta crucial no Plano Brasil Sem Miséria, que visa erradicar a pobreza extrema até 2014.
Ao mesmo tempo a agricultura empresarial brasileira, produtora de commodities, também tem um compromisso de tornar a sua atividade um exemplo de economia de baixo carbono e de expansão da produtividade sem ampliar a área plantada e recuperando territórios degradados. A adesão à linha de crédito facilitada para tornar as plantações mais sustentáveis do ponto de vista ambiental soma R$ 5 bilhões em contratos firmados desde a safra de 2008/09 até a atual (2011/12).
Inclusão social – Do ponto de vista brasileiro, o conceito de “economia verde inclusiva” levará a um ciclo sustentável de desenvolvimento, com a incorporação de bilhões de pessoas à economia. Além de estabelecer esse consenso, o desafio também implica o acesso dos países ao conhecimento, recursos financeiros e tecnológicos.
A “economia verde inclusiva” já é o objetivo de políticas públicas de vários países, na forma de programas em áreas como transferência de renda, apoio à conservação e recuperação ambiental, fomento àqueles que vivem da reciclagem de resíduos sólidos e o uso de tecnologias com maior eficiência energética. Em muitos casos, especialmente na América Latina e África, o Brasil tem apoiado essas iniciativas com recursos e assistência técnica.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Letra

De pé, ó vitimas da fome
De pé, famélicos da terra
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra
Cortai o mal bem pelo fundo
De pé, de pé, não mais senhores
Se nada somos em tal mundo
Sejamos tudo, ó produtores
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Senhores, Patrões, chefes supremos
Nada esperamos de nenhum
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum
Para não ter protestos vãos
Para sair desse antro estreito
Façamos nós por nossas mãos
Tudo o que a nós nos diz respeito
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos
Somos iguais todos os seres
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Abomináveis na grandeza
Os reis da mina e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha
Todo o produto de quem sua
A corja rica o recolheu
Querendo que ela o restitua
O povo só quer o que é seu
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Nós fomos de fumo embriagados
Paz entre nós, guerra aos senhores
Façamos greve de soldados
Somos irmãos, trabalhadores
Se a raça vil, cheia de galas
Nos quer à força canibais
Logo verás que as nossas balas
São para os nossos generais
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional
Pois somos do povo os ativos
Trabalhador forte e fecundo
Pertence a Terra aos produtivos
Ó parasitas deixai o mundo
Ó parasitas que te nutres
Do nosso sangue a gotejar
Se nos faltarem os abutres
Não deixa o sol de fulgurar
Bem unidos façamos
Nesta luta final
Uma terra sem amos
A Internacional